Giornale Roma - Bangcoc se adapta às inundações com mercados flutuantes

Bangcoc se adapta às inundações com mercados flutuantes
Bangcoc se adapta às inundações com mercados flutuantes / foto: Lillian SUWANRUMPHA - AFP

Bangcoc se adapta às inundações com mercados flutuantes

Em um bairro inundado ao leste de Bangcoc, comerciantes oferecem em bandejas sobre a água suas frutas e peixes a clientes que se aproximam para comprar em barcos ou até nadando, em um país acostumado aos turísticos "mercados flutuantes".

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No distrito de Bang Kapi, a vida retoma seu curso e os comerciantes abrem seus postos de venda com os pés na água. Dois dias após declaração, pelas autoridades, de estado de desastre natural na cidade em consequência das chuvas torrenciais que inundaram algumas partes da capital tailandesa.

Alguns clientes chegam de barco e colocam frutas e verduras em um carrinho de compras. Outros saem das lojas vizinhas com seus carrinhos cheios de produtos de primeira necessidade, que empurram pela água.

As caixas de isopor e recipientes de plástico se tornaram os acessórios mais procurados para transportar tanto mercadorias quanto crianças pequenas, para mantê-las flutuando.

Um dos moradores chegou até a recorrer a uma piscina inflável para levar suas compras.

Até o momento, não foi registrada nenhuma morte nas inundações do fim de semana em Bangcoc, mas os danos provocados em áreas residenciais e comerciais foram consideráveis.

Além da capital tailandesa, as chuvas afetaram mais de 500.000 casas, com um total estimado de 1,7 milhão de pessoas em 27 províncias do país do sudeste asiático. Em Bangcoc, 52.000 residências sofreram danos.

As autoridades determinaram o fechamento das escolas e pediram à população que opte pelo teletrabalho.

A Tailândia está acostumada ao clima chuvoso e o mês de setembro representa o momento de pico da estação das chuvas, mas este ano as tempestades estão maiores que o habitual, segundo dados do Departamento de Drenagem e Saneamento.

A capital registrou 487 mm de chuva entre os dias 1º e 25 deste mês, contra uma média de quase 269 mm para o mesmo período de 1991 a 2020.

Cientistas advertiram que a intensidade e a frequência dos fenômenos meteorológicos extremos vão aumentar à medida que o planeta continuar se aquecendo devido às emissões de combustíveis fósseis.

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M.Ferraro--GdR