Giornale Roma - Arábia Saudita bombardeia houthis com 100 aviões

Arábia Saudita bombardeia houthis com 100 aviões
Arábia Saudita bombardeia houthis com 100 aviões / foto: Mohammed Huwais - AFP

Arábia Saudita bombardeia houthis com 100 aviões

A coalizão liderada pela Arábia Saudita mobilizou 100 aviões de combate após somar-se à ofensiva do governo iemenita contra os combatentes houthis pró-Irã, atacados em várias frentes, incluindo a capital, Saná.

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As forças governamentais iemenitas, apoiadas por Riade, anunciaram nesta segunda-feira (5) que haviam lançado uma ofensiva "estratégica" sobre a capital, afirmou seu porta-voz, Majid al Nazili, no X.

Desde que os confrontos foram retomados no Iêmen, o governo reconhecido pela comunidade internacional mal conseguiu conter o avanço dos houthis, que em setembro tomaram o controle do litoral sul, às margens do Mar Vermelho, por meio de uma ofensiva relâmpago. Desde domingo, eles cercam Taiz, a terceira maior cidade do país.

As consequências do conflito também estão se fazendo sentir no setor energético, já afetado pela guerra no Oriente Médio desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro.

Uma fonte do setor energético da Arábia Saudita informou que um ataque realizado no domingo, no leste do reino, e reivindicado pelos houthis provocou a interrupção do transporte de petróleo pelo oleoduto Leste-Oeste.

- Operação "Amanhecer do Iêmen" -

O chefe do Conselho Presidencial do Iêmen, Rashad al Alimi, anunciou neste domingo o lançamento de uma ofensiva destinada a recuperar a totalidade do território, batizada de "Amanhecer do Iêmen". A missão, indicou, fornecerá "apoio aéreo 24 horas por dia às forças armadas iemenitas em terra".

"Cem aviões de combate participaram hoje da operação 'Amanhecer do Iêmen'", declarou no X o porta-voz da coalizão, general Turki al Maliki, afirmando que "324 alvos de alto valor foram destruídos desde o início da operação".

Além disso, a coalizão assegura "a proteção aérea do Estreito de Bab el Mandeb", estratégico para o comércio marítimo internacional.

O movimento houthi reforçou em setembro seu controle sobre esse estreito, cuja importância cresceu depois que o Irã impôs fortes restrições à navegação no de Ormuz, do outro lado da Península Arábica, no contexto da guerra no Oriente Médio.

- Alerta sobre o petróleo -

Além de sua ofensiva no Iêmen, os houthis também atacam regularmente a Arábia Saudita e suas infraestruturas petrolíferas. "O oleoduto Leste-Oeste foi atacado novamente ontem", declarou à AFP uma fonte do setor de energia saudita.

Por meio desse oleoduto, a Arábia Saudita escoa seu petróleo desde o leste do reino até o Mar Vermelho, contornando o Estreito de Ormuz. Nesse contexto, ele se tornou uma infraestrutura crucial para o reino, o maior exportador mundial de petróleo bruto.

O ataque contra esse oleoduto atrapalha ainda mais o abastecimento mundial de petróleo, cujas reservas estão "perigosamente" baixas, advertiu nesta segunda-feira o diretor da petroleira saudita Aramco.

"O sistema já está sob pressão", declarou Amin Nasser em Londres, depois que os países do G7 anunciaram a liberação de estoques para aliviar as preocupações com o fornecimento.

"E como há pouquíssimas alternativas às quais o mundo possa recorrer, a margem de segurança que permite enfrentar interrupções no fornecimento é perigosamente baixa", alertou.

- Cerco em Taiz -

No Iêmen, as forças governamentais anunciaram que haviam realizado "1.222 ataques" contra os houthis nas regiões de Saada, Al Jawf, Taiz e na costa ocidental.

A emissora dos houthis, Almasirah, confirmou os bombardeios na região de Saada, reduto do movimento pró-iraniano.

Segundo o porta-voz das forças governamentais, Majid al Nazili, suas tropas assumiram o controle do aeroporto de Dhubab, cidade próxima ao Estreito de Bab el Mandeb, e cortaram a estrada que leva à cidade portuária de Moca, nas mãos dos houthis.

No entanto, uma fonte militar do movimento pró-iraniano, citada pela agência de notícias dos houthis, negou a informação.

No domingo, os houthis bloquearam um ponto estratégico que liga Taiz, grande cidade do sudoeste que agora mantêm cercada, a Áden, onde está sediado o governo reconhecido internacionalmente.

M.Pellegrini--GdR