Giornale Roma - Coalizão chefiada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade

Coalizão chefiada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade
Coalizão chefiada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade / foto: - - AFP

Coalizão chefiada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade

A coalizão militar chefiada pela Arábia Saudita informou, neste sábado (19), que os houthis do Iêmen dispararam durante o amanhecer um míssil balístico contra Riade, onde houve explosões e um incêndio perto do aeroporto.

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Nas últimas semanas, o grupo pró-iraniano, que controla boa parte do Iêmen, realiza uma ofensiva relâmpago com a qual tomou amplas extensões do território do governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita.

Os bombardeios sauditas contra as posições houthis não conseguiram frear seu avanço por todo o litoral iemenita no Mar Vermelho, que lhes permite controlar o estratégico Estreito de Bab el Mandeb.

Esta passagem liga a Ásia à Europa através do Canal de Suez e se tornou a principal via de exportação do petróleo saudita desde o fechamento pelo Irã do Estreito de Ormuz, do outro lado da península arábica.

A Força Aérea saudita "interceptou e destruiu com sucesso um míssil balístico houthi rumo à cidade de Riade ao amanhecer deste sábado", publicou no X o porta-voz da coalizão, Turki al Malki.

"Os houthis também lamentaram atacar civis e infraestrutura civil em Bisha, Taif, Farasan e Yanbu", informou Al Marki, acrescentando que os ataques "foram frustrados pelas defesas aéreas da monarquia do Golfo".

Mais cedo, os houthis reivindicaram ataques contra "locais sensíveis" em Riade.

O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, disse no Telegram que o ataque, realizado com "uma grande quantidade de mísseis balísticos, de cruzeiro e drones" foi "em resposta às tentativas criminosas do inimigo saudita de atacar a capital, Saná".

Também reivindicou uma operação contra as instalações da petroleira estatal saudita em Yanbu, cidade portuária no Mar Vermelho.

"Ouvi o alarme e depois minhas janelas tremeram", disse à AFP um morador de 27 anos no norte da cidade. "Foi realmente muito assustador. Não esperava".

- Incêndio perto do aeroporto -

Os moradores da capital saudita acordaram com duas fortes explosões durante a madrugada, constataram jornalistas da AFP, e o aeroporto da cidade registrou grandes perturbações durante a manhã.

Um depósito de combustível com a logo da Aramco, perto do terminal, estava em chamas, antes de os bombeiros conseguirem extinguir o fogo.

Durante a manhã, o site especializado Flightradar24 informou que vários voos foram cancelados ou sofreram atrasos em Riade, mas à tarde o tráfego aéreo já havia retornado ao normal.

A retomada do conflito no Iêmen provocou um aumento dos ataques contra a Arábia Saudita por parte dos houthis.

Nesta semana, Riade acusou os houthis de atacarem Meca, a cidade sagrada do islã que recebe todos os anos milhões de peregrinos, mas o grupo pró-iraniano chamou a acusação de "mentira".

Até o momento, a maioria dos ataques houthis se direcionou contra instalações petrolíferas e bases militares no sul ou na costa do Mar Vermelho, sem atingir a capital.

"A região está sob uma ameaça aérea hostil", alertou uma mensagem enviada aos moradores de Riade em seus telefones pouco antes das 3h00 locais (21h00 de sexta-feira, no horário de Brasília), na qual eram orientados a permanecer em casa.

"Eu estava muito angustiado, especialmente porque, ao contrário de ocasiões anteriores, o sinal de fim do alerta não chegou imediatamente", explicou um morador do centro de Riade.

- "Espiral de escalada" -

A guerra no Iêmen começou em 2014, quando os houthis tomaram o controle da capital, Saná, e depois de outras regiões, o que desencadeou, em março de 2015, uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita.

 

O avanço dos houthis pela costa do Mar Vermelho gera preocupação nos mercados internacionais, mas o grupo pró-Irã insiste que não existe nenhuma ameaça ao tráfego marítimo, exceto para a Arábia Saudita, principal exportador de petróleo do mundo.

Nas últimas horas, os confrontos entre os combatentes pró-Irã e as forças governamentais deixaram 48 mortos, 17 soldados do exército e 31 combatentes houthis, informaram à AFP fontes militares dos dois lados.

Desde a retomada dos combates, a ONU calcula que mais de 112.000 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e quase 3.000 fugiram pelo mar em direção ao Djibuti, na outra margem do Estreito de Bab el-Mandeb.

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S.Bruno--GdR