Líder social-democrata da Suécia tentará formar governo
A líder do Partido Social-Democrata da Suécia, Magdalena Andersson, recebeu nesta sexta-feira (18) a missão de formar um governo após a recente vitória por uma estreita margem da coalizão de esquerda nas eleições.
O presidente do Riksdag, o Parlamento sueco, recebeu nesta sexta-feira os líderes dos principais partidos do país.
"Decidi encarregar Magdalena Andersson, líder do Partido Social-Democrata, da missão de tentar formar um governo", anunciou Andreas Norlén em entrevista coletiva após as consultas.
Andersson aceitou. "Assumo esta missão com muita humildade", afirmou em uma publicação no Instagram logo após o anúncio.
"Quero liderar um governo que implemente a nova orientação que o povo sueco escolheu com seu voto, uma orientação que permita à Suécia avançar e, ao mesmo tempo, fortaleça a coesão de nosso país", acrescentou a social-democrata de 59 anos.
Seu principal desafio é chegar a um acordo entre os centristas e a esquerda.
Nooshi Dadgostar, líder do Partido da Esquerda, enfatizou nesta sexta-feira que só votará a favor de um governo liderado por Magdalena Andersson se seu partido obtiver pastas ministeriais, algo impensável para o Partido do Centro.
"A política deles é muito diferente da nossa. Somos um partido favorável às empresas e à economia de mercado, e sabemos exatamente como gerar crescimento", disse a líder do partido, Elisabeth Thand Ringqvist, à AFP, acrescentando que não descarta uma aliança com o "centro" do espectro político.
Magdalena Andersson precisa medir seus próximos passos com cuidado.
A aliança entre a direita e a extrema direita, que perdeu as eleições por cerca de 50 mil votos, está em segundo plano. Este bloco é liderado pelo primeiro-ministro interino, Ulf Kristersson, que renunciou ao cargo de chefe de governo na quinta-feira, após o anúncio dos resultados eleitorais.
O Parlamento se reunirá em 28 de setembro. Após as eleições de 2022, foram necessários 37 dias para formar um governo, e 134 dias em 2018.
L.Bonetti--GdR