Giornale Roma - Estátuas de jogadores da Copa do Mundo são derrubadas durante protesto no México

Estátuas de jogadores da Copa do Mundo são derrubadas durante protesto no México
Estátuas de jogadores da Copa do Mundo são derrubadas durante protesto no México / foto: CARL DE SOUZA - AFP

Estátuas de jogadores da Copa do Mundo são derrubadas durante protesto no México

Estátuas no chão, uniformes queimados, uma bola de futebol gigante no meio da rua. Nesta terça-feira (2), professores atacaram uma exposição temática da Copa do Mundo montada na maior avenida da Cidade do México em protestos por melhores salários e outras reivindicações trabalhistas.

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A manifestação foi convocada por um grupo dissidente do sindicato Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), que ameaçou organizar mobilizações em massa durante a abertura da Copa de 2026, daqui a nove dias.

As estátuas de cinco metros de altura estavam instaladas na Avenida de la Reforma e representavam jogadores dos países participantes.

Usando cordas, os manifestantes derrubaram as estruturas, retiraram seus uniformes e atearam fogo.

"A CNTE vive", escreveram em grafite vermelho em uma das esculturas. "Se não houver solução, a bola não rola", lia-se em outra.

Uma manifestação da CNTE foi dispersada na segunda-feira com gás lacrimogênio perto da Praça de Constituição, que receberá uma 'fan fest' da Copa do Mundo. A polícia bloqueou os acessos ao local com grades de ferro.

A CNTE exige salários mais altos e a revogação de uma lei previdenciária. Além disso, rejeita um aumento salarial de 9% acordado entre a liderança oficial do sindicato e o governo.

Os manifestantes derrubaram estátuas da Bélgica, da França e da Espanha. Uma delas, vestindo o uniforme verde do México, permaneceu de pé.

A polícia não interveio para conter os professores.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, chamou os protestos de pacíficos e seu governo emitiu um comunicado pedindo o retorno à mesa de negociações.

"Se [Sheinbaum] chama de crime derrubar estátuas, como ela chamará a retirada de nossos direitos? Precisamos ser coerentes", disse Juan Pablo de la Cruz, professor de 44 anos com duas décadas de experiência.

Os manifestantes bloquearam faixas da avenida e complicaram o já caótico trânsito na capital mexicana.

C.Neri--GdR