Giornale Roma - Presidente de Taiwan diz que ficaria 'feliz' em conversar com Trump

Presidente de Taiwan diz que ficaria 'feliz' em conversar com Trump
Presidente de Taiwan diz que ficaria 'feliz' em conversar com Trump / foto: I-Hwa Cheng - AFP

Presidente de Taiwan diz que ficaria 'feliz' em conversar com Trump

O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, afirmou nesta quinta-feira (21) que ficaria "feliz" em conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um diálogo que, no entanto, romperia mais de quatro décadas de protocolo diplomático e poderia irritar o governo da China.

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Trump disse a jornalistas na quarta-feira que tem a intenção de conversar com Lai, enquanto a Casa Branca avalia a venda de armas para a ilha democrática que Pequim reivindica como parte de seu território e prometeu reunificar, inclusive pela força se considerar necessário.

Esta foi a segunda vez, desde a reunião cúpula realizada na capital chinesa na semana passada com seu homólogo chinês Xi Jinping, que o republicano afirmou que pretende ligar para o líder taiwanês.

Se a conversa acontecer, será o primeiro diálogo direto entre os presidentes em exercício de Taiwan e dos Estados Unidos desde que Washington transferiu suas relações diplomáticas de Taipé para Pequim em 1979.

Lai disse que a ilha está comprometida "em manter o 'status quo' estável no Estreito de Taiwan" e que "a China é quem perturba a paz e a estabilidade", indicou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

Lai ficaria "feliz em discutir as questões com o presidente Trump", afirma o comunicado.

"Vou falar com ele. Eu falo com todo mundo", disse Trump, antes de destacar que teve uma ótima reunião com o presidente chinês Xi Jinping durante sua visita de Estado a Pequim na semana passada.

"Vamos trabalhar nisso, na questão de Taiwan", completou Trump.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta quinta-feira que "se opõe com veemência aos contatos oficiais" entre Estados Unidos e Taiwan, assim como à venda de armas americanas à ilha.

"A China insta os Estados Unidos a aplicarem o importante consenso alcançado durante a reunião entre os chefes de Estado chinês e americano", declarou à imprensa um porta-voz do ministério, Guo Jiakun, antes de acrescentar que Washington deveria "parar de enviar sinais equivocados" a Taiwan.

Após concluir a viagem oficial à China, Trump sugeriu que a venda de armas a Taiwan poderia ser usada como moeda de troca com Pequim, que reivindica a ilha como parte de seu território e já ameaçou tomar o controle do território com o uso da força.

Desde então, o governo de Lai insiste que a política dos Estados Unidos em relação a Taiwan não mudou e que Trump não assumiu qualquer compromisso com a China sobre a venda de armas à ilha.

Taiwan depende em grande medida do apoio de Washington para dissuadir qualquer possível ataque chinês e enfrenta uma forte pressão para aumentar seus gastos por meio de investimentos em empresas americanas.

M.Marini--GdR