Petro propõe coletar 2 milhões de assinaturas para impulsionar constituinte
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs aos colombianos, nesta sexta-feira (1º), coletar dois milhões de assinaturas para impulsionar uma assembleia nacional constituinte que reforme a Constituição no que diz respeito a temas sociais e de combate à corrupção.
Durante a campanha, Petro prometeu que não vai mudar a Constituição de 1991. No entanto, o presidente esquerdista foi mudando seu discurso após ser eleito em 2022.
Seus apelos por uma constituinte têm sido frequentes ao longo de seu governo, especialmente diante da falta de aprovação de suas propostas no Congresso.
Às vésperas do fim de seu mandato, Petro propôs que o pedido de constituinte seja realizado através de uma iniciativa popular que colete dois milhões de assinaturas válidas e as apresente ao novo Congresso, que deve ser instalado em 20 de julho.
"O Congresso terá que tomar a decisão de aceitar o mandato do povo", disse Petro em um discurso em Medellín, reduto da direita na Colômbia.
O governante falou para milhares de pessoas, que se concentraram para comemorar o Dia do Trabalho.
"O próximo governo terá que ter a obrigação de promulgar a convocação da Assembleia Nacional Constituinte e, então, veremos", acrescentou o presidente.
Petro propôs que as reformas à Constituição se concentrem em direitos e em endurecer a luta contra a corrupção no sistema político.
A Colômbia elegerá um novo presidente em 31 de maio, em meio a uma onda de violência. As pesquisas situam como favorito o senador esquerdista Iván Cepeda, seguido do advogado de direita Abelardo de la Espriella e da senadora opositora Paloma Valencia.
M.Russo--GdR