Giornale Roma - De la Fuente se apega à sua estratégia para sucesso da Espanha na Copa do Mundo

De la Fuente se apega à sua estratégia para sucesso da Espanha na Copa do Mundo
De la Fuente se apega à sua estratégia para sucesso da Espanha na Copa do Mundo / foto: ROBERTO SCHMIDT - AFP

De la Fuente se apega à sua estratégia para sucesso da Espanha na Copa do Mundo

Com seis dias para analisar e reanalisar uma partida, o empate contra Cabo Verde pode se tornar um drama nacional. É preciso saber como reagir, e o técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, mantém-se fiel à sua estratégia: "Não se mexe em time que está ganhando".

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A campeão da Europa deve reagir no domingo às 13h00 contra a Arábia Saudita em Atlanta, após o tropeço inicial diante de Cabo Verde (0 a 0).

Neste intervalo, a primeira grande crise a ser administrada por De la Fuente desde sua chegada ao cargo, depois do desastre na Copa do Mundo do Catar, em 2022, uma eliminação nas oitavas para o Marrocos nos pênaltis.

O treinador veterano defende com unhas e dentes seu método e seu elenco nestes dias de turbulência.

"O jogo da Espanha fica mais lento com o Rodri?", perguntaram a ele na quinta-feira.

"Acho extremamente insultante que isso seja dito sobre o melhor jogador do mundo. Será que ousariam dizer isso de outros considerados os melhores? Acho que não, mas como são espanhóis, dizem isso deles. Rodrigo é o melhor do mundo; mesmo jogando a 50% da capacidade, ele é muito melhor do que a maioria dos meio-campistas do mundo", respondeu contundente.

Muitas vezes, ainda que por ora respaldado pelos resultados, De la Fuente oscila na linha tênue que separa a confiança da arrogância.

"Tenho os seis melhores meio-campistas do mundo" ou "Zubimendi poderia ter vencido a Bola de Ouro" são frases que proferiu antes da estreia da Espanha.

"Faltou precisão, ritmo, intensidade nos passes, frescor... No futebol, nem tudo é explicável. Os minutos vão passando, gera-se uma certa ansiedade e a próxima partida será de características parecidas e a administraremos de forma diferente", afirmou após o empate.

- Contando os minutos de Yamal -

Dois elementos perturbam a tranquilidade da Espanha em Baylor School, em Chattanooga, seu campo-base: os jogadores com problemas físicos e o mercado de transferências.

Dos quatro pontas da lista de 26 jogadores, dois, os teóricos titulares Lamine Yamal e Nico Williams, estão longe de sua forma máxima.

"Acho que para domingo eles vão conseguir jogar mais minutos e, contra o Uruguai, ainda melhor", afirmou De la Fuente.

Atacantes explosivos que precisam ganhar ritmo na Copa para serem decisivos, somados ao também ponta Víctor Muñoz, que sofreu uma recaída da lesão e não pode jogar.

Yéremi Pino, que não atuou contra Cabo Verde, completa o quarteto, enquanto Mikel Merino perdeu dois treinos coletivos nesta semana por "gestão de carga", na recuperação de uma lesão no pé, depois de disputar 25 minutos contra a equipe africana.

Lamine Yamal, que jogou o mesmo tempo, deve ter seus minutos controlados contra a Arábia Saudita. "Seu rendimento ideal é em uma hora, vamos avaliar se nos interessa dar mais intensidade no início ou aproveitar os minutos finais, em que ele é determinante", disse De la Fuente.

E as transferências: após a ida de Marc Cucurella para o Real Madrid, na quinta-feira foi confirmado que Víctor Muñoz assinou com o Liverpool, enquanto Álex Grimaldo pode ser o próximo a deixar o Bayer Leverkusen.

Enquanto isso, De la Fuente se agarra às estatísticas e à série de 32 jogos sem perder: "Não se mexe em time que está ganhando".

G.Pozzi--GdR