Giornale Roma - Presidente da FIA quer carros mais leves e menos caros na F1

Presidente da FIA quer carros mais leves e menos caros na F1
Presidente da FIA quer carros mais leves e menos caros na F1 / foto: Andrej ISAKOVIC - AFP

Presidente da FIA quer carros mais leves e menos caros na F1

Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), declarou neste sábado (13) que os carros de Fórmula 1 se tornarão "mais simples", mais leves e menos caros em um futuro próximo, especificamente até 2030 ou 2031.

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Os seis fabricantes de motores envolvidos na F1 apoiam essa simplificação, que permitiria reduzir os custos de 1,5 milhão de euros para 700 mil euros (de R$ 8,8 milhões para R$ 4,1 milhões na cotação atual), disse o dirigente a um grupo de jornalistas durante a icônica corrida das 24 Horas de Le Mans, realizada neste fim de semana na França.

Ele espera que o peso dos carros caia para uma faixa entre "630 e 650 quilos" dentro de quatro ou cinco temporadas, reduzindo o valor em relação aos atuais 768 quilos.

"Os carros são pesados, e isso não é bom para o piloto. Eles não são seguros", criticou Ben Sulayem.

"Estamos prontos para um novo motor em 2031. Estamos até tentando antecipar isso para 2030. Será um V8 [oito cilindros]. A decisão já foi tomada", afirmou.

O presidente da FIA estimou o custo de pesquisa e desenvolvimento desse novo motor em 200 milhões de euros (R$ 1,17 bilhão), observando que a "Red Bull investiu 1,3 bilhão de euros [R$ 7,64 bilhões]" para se adaptar ao novo regulamento de um motor que é metade elétrico e metade a combustão, uma configuração que enfrentou oposição quase unânime de pilotos e equipes.

Ben Sulayem afirmou que a unidade de potência manteria "um componente híbrido", embora menor, mas não contaria mais com turbo, por ser pesado demais.

Após semanas de discussões, a Fórmula 1 e a FIA chegaram a um acordo na semana passada para reduzir o componente elétrico do motor para o ano que vem (para uma divisão de 42%/58%) e reduzi-lo ainda mais até 2028 (para 40%/60%).

Max Verstappen tem sido um dos maiores críticos dos novos motores previstos para 2026, descrevendo-os como "Fórmula E com esteroides" e chegando a ameaçar, em várias ocasiões, deixar a Fórmula 1 caso não fossem tomadas medidas para melhorar a situação atual.

"O acordo veio após discussões realizadas desde as primeiras corridas da temporada de 2026, motivadas por preocupações em relação à gestão de energia", explicou a FIA em um comunicado.

G.Vitali--GdR