Giornale Roma - Trump afirma que negociação de acordo de paz com o Irã está na 'fase final'

Trump afirma que negociação de acordo de paz com o Irã está na 'fase final'
Trump afirma que negociação de acordo de paz com o Irã está na 'fase final' / foto: Jalaa MAREY - AFP

Trump afirma que negociação de acordo de paz com o Irã está na 'fase final'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (9) que a diplomacia americana está na "fase final" da negociação de um acordo com o Irã, um dia após a suspensão das hostilidades entre a República Islâmica e Israel.

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"Estamos na fase final do que será um acordo muito, muito bom", declarou Trump a jornalistas. Ele acrescentou que o acordo pode ser concluído em "dois ou três dias".

Na segunda-feira, Israel e Irã anunciaram o fim das hostilidades após uma onda de ataques mútuos que colocou em perigo a frágil trégua na guerra do Oriente Médio, em vigor desde abril.

Trump, que busca uma solução para o impopular conflito à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato, fez um apelo para que Irã e Israel encerrem o conflito.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que "o fogo nesse front está sob controle", horas depois de Teerã declarar que havia encerrado sua ação militar.

A República Islâmica lançou mísseis no domingo em resposta à guerra que Israel trava no Líbano contra seu grupo aliado, o Hezbollah. Israel respondeu com ataques, apesar dos esforços do presidente de Trump para dissuadir Netanyahu.

A represália desencadeou uma nova onda de mísseis iranianos, antes de Teerã anunciar que suspenderia as hostilidades.

O Irã tenta estender ao Líbano sua trégua com os Estados Unidos, apesar de repetidos ataques de ambas as partes.

Porém, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, insiste que a campanha no Líbano continuará de qualquer maneira. Ele afirmou que o país atingirá os subúrbios do sul de Beirute, dominados pelo Hezbollah, em retaliação a cada bombardeio do grupo contra o norte de Israel.

Na manhã de terça-feira, o Exército israelense pediu aos habitantes da cidade de Tiro e de suas imediações, no sul do Líbano, que abandonem a região em previsão de ataques.

Trump, que, segundo a imprensa, mostra-se cada vez mais exasperado com Netanyahu, havia pedido às partes para cessar os "disparos" e chegou a dizer que as "negociações finais" rumo à paz continuarão, "a menos que a ignorância ou a estupidez atrapalhem o caminho".

O primeiro-ministro israelense, no entanto, ressaltou ter dito a Trump que “Israel tem o pleno direito à autodefesa”.

O presidente declarou ao site de notícias americano Axios que disse a Netanyahu: "Bibi, você deveria tomar cuidado ou muito em breve ficará sozinho".

O primeiro-ministro israelense, no entanto, ressaltou ter dito a Trump que "Israel tem o pleno direito à autodefesa".

- Ataques mortais no Líbano -

O Irã lançou quase 30 mísseis contra Israel durante a noite, segundo o Exército israelense, e Israel atacou alvos militares na República Islâmica. Não há registro de vítimas após a troca de fogo.

Em outro incidente, Trump comentou que os pilotos de um helicóptero americano que caiu perto do Estreito de Ormuz saíram ilesos, depois que o jornal New York Times noticiou o acidente sem esclarecer o que aconteceu com a aeronave.

A violência prosseguiu na segunda-feira no Líbano, onde um ataque israelense matou cinco pessoas na milenar cidade de Tiro. Outro ataque, no distrito de Nabatieh, deixou sete mortos, e um terceiro, em Marwanieh, tirou a vida de duas pessoas, informou o Ministério da Saúde libanês.

O Exército israelense afirmou que havia identificado projéteis lançados contra seus soldados que operam no sul do Líbano, alguns dos quais foram interceptados, enquanto um deles caiu perto das tropas, sem deixar vítimas.

Na madrugada desta terça-feira, indicou ter derrubado um "objeto aéreo suspeito" procedente do Iêmen, onde atuam os rebeldes huthis, outro grupo pró-Irã.

- Diplomacia -

Na segunda-feira em Teerã havia poucos indícios de um possível retorno à guerra, com terraços de cafés lotados. O trânsito parecia mais tranquilo do que o habitual para um dia útil, e também havia muito mais gente nas filas dos postos de gasolina.

Maryam, 41 anos, que trabalha na área de contabilidade na capital iraniana, descreveu "uma sensação de incerteza e confusão". "Você não sabe se vai haver uma guerra, nem sabe se o acordo de paz vai durar. Nada está claro".

Em outro sinal de tranquilidade, agências de notícias iranianas informaram na manhã desta terça-feira a reabertura do aeroporto internacional da capital, que havia sido fechado devido a lançamentos de mísseis.

A troca de disparos entre Irã e Israel ocorreu em um momento crítico para os esforços diplomáticos, dos quais o Paquistão participa como mediador.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou na segunda-feira que a diplomacia continuava fazendo seu trabalho, embora pudesse ser afetada pelos combates.

Enquanto ele falava na sede do ministério, uma explosão sacudiu o prédio, seguida de repetidas detonações, que se acredita terem vindo de sistemas de defesa antiaérea.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, visitou Teerã para entregar o que descreveu como uma "carta especial" ao líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo a televisão estatal.

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D.Riva--GdR