Giornale Roma - Advogado de filho de Maradona pede penas mais severas contra acusados pela morte do astro

Advogado de filho de Maradona pede penas mais severas contra acusados pela morte do astro
Advogado de filho de Maradona pede penas mais severas contra acusados pela morte do astro / foto: Stringer - AFP/Arquivos

Advogado de filho de Maradona pede penas mais severas contra acusados pela morte do astro

O advogado do filho mais novo de Diego Maradona pediu penas de até 16 anos de prisão para os principais acusados pela morte do astro — uma pena mais severa do que a solicitada pela promotoria — durante as alegações finais do julgamento, nesta terça-feira (13).

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Mario Baudry pediu 16 anos de prisão para o médico Leopoldo Luque e para a coordenadora médica Nancy Forlini, e 14 anos para a psiquiatra Agustina Cosachov.

A promotoria havia pedido 12 anos para Luque, dez para Forlini e oito para Cosachov.

"Desde o primeiro momento, Luque sabia exatamente o que estava por vir e tentou se eximir de culpa (...) ele sabia que Diego morreria com o tratamento que estava recebendo", afirmou o advogado de 'Dieguito' Fernando diante dos juízes de San Isidro, ao norte de Buenos Aires.

O ex-jogador morreu vítima de uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos.

Na ocasião, Maradona estava em regime de internação domiciliar em Tigre, perto de San Isidro, após uma cirurgia bem-sucedida para tratar um hematoma subdural na cabeça, realizada em 3 de novembro.

Baudry pediu também 12 anos de prisão para o psicólogo Carlos Díaz, para quem a promotoria havia solicitado cinco.

Os quatro foram acusados pelo advogado de homicídio com dolo eventual, uma figura jurídica que implica que eles tinham consciência de que suas ações ou omissões durante aquela internação poderiam levar à morte de Maradona.

Baudry solicitou, além disso, a prisão imediata dos quatro acusados caso sejam condenados, algo que a promotoria não havia pedido.

O advogado concordou com a promotoria no pedido de quatro anos de prisão para o enfermeiro Ricardo Almirón e seu coordenador, Mariano Perroni, e na decisão de não apresentar denúncia contra um dos acusados, o médico clínico Pedro Di Spagna.

Baudry, que também é companheiro da mãe de Diego Fernando, pediu que fossem investigados por suposto abandono de pessoa seguido de morte o ex-representante de Maradona, Matías Morla, e seus funcionários Vanesa Morla e Maximiliano Pomargo, ex-secretário particular de Maradona.

Matías Morla enfrenta um processo paralelo por suposta administração fraudulenta das marcas comerciais de Maradona.

Baudry também pediu a investigação da gerente de assuntos jurídicos e riscos da empresa de assistência médica responsável pela internação domiciliar, Mariana Flichman, acusando-a de favorecimento pessoal qualificado e falso testemunho devido à sua suposta participação no planejamento da internação domiciliar.

Ao todo, sete profissionais de saúde estão sendo julgados desde meados de abril por sua participação na fatídica internação domiciliar.

Espera-se que a última audiência de alegações da defesa ocorra no dia 22 de outubro.

M.Parisi--GdR