Giornale Roma - Ex-primeiro-ministro de Macron anuncia candidatura à presidência da França

Ex-primeiro-ministro de Macron anuncia candidatura à presidência da França
Ex-primeiro-ministro de Macron anuncia candidatura à presidência da França / foto: Ed Jones - AFP

Ex-primeiro-ministro de Macron anuncia candidatura à presidência da França

O ex-primeiro-ministro francês Gabriel Attal anunciou, nesta sexta-feira (22), sua candidatura à presidência nas eleições de 2027, tornando-se o segundo líder de centro-direita a aspirar a suceder Emmanuel Macron, que não pode concorrer à reeleição.

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Attal, de 37 anos, tornou-se o primeiro-ministro mais jovem e o primeiro abertamente homossexual da França em janeiro de 2024, ocupando o cargo por oito meses após liderar a luta contra o bullying escolar como ministro da Educação.

No entanto, apesar de ter ascendido politicamente à sombra de Macron, cujo partido, o Renascimento, ele agora lidera, distanciou-se do presidente em meados de 2024, quando este convocou inesperadamente eleições legislativas antecipadas sem consultá-lo.

"Não aguento mais essa política francesa, onde tudo se resume a administrar o declínio", disse ele. "Porque amo profundamente a França e os franceses, (...) decidi me candidatar à presidência", confirmou em Mur-de-Barrez, uma área rural distante das escolas de elite da capital onde este parisiense estudou.

As eleições antecipadas de 2024 mergulharam a França em uma profunda crise política e deixaram a Assembleia Nacional (câmara baixa) sem maioria e dividida em três blocos: esquerda, centro-direita e extrema direita.

A extrema direita de Marine Le Pen e Jordan Bardella lidera as pesquisas para o primeiro turno das eleições presidenciais, portanto, a unidade entre os outros blocos será fundamental para chegar ao segundo turno.

Na disputa pela presidência, Attal enfrenta a candidatura de outro ex-primeiro-ministro de Macron, o centro-direitista Édouard Philippe, de 55 anos, líder de seu próprio partido Horizontes.

Embora duas pesquisas de março sugiram que Philippe poderia derrotar a extrema direita em um segundo turno, sua candidatura foi prejudicada esta semana pela abertura de uma investigação judicial contra ele por suspeita de desvio de verbas públicas.

G.Lombardi--GdR