Giornale Roma - 'Não há planos de eleições' presidenciais na Venezuela, diz filho de Maduro

'Não há planos de eleições' presidenciais na Venezuela, diz filho de Maduro
'Não há planos de eleições' presidenciais na Venezuela, diz filho de Maduro / foto: Pedro MATTEY - AFP

'Não há planos de eleições' presidenciais na Venezuela, diz filho de Maduro

O filho do presidente deposto Nicolás Maduro descartou nesta terça-feira (27) que se declare a "ausência temporária" do líder chavista, após sua captura por parte dos Estados Unidos, um passo necessário para convocar eleições presidenciais na Venezuela.

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A Constituição estabelece que, diante da ausência temporária do presidente, a vice-presidente assume o poder pelo prazo de 90 dias prorrogáveis.

Contudo, quando a máxima instância judicial do país emitiu em 3 de janeiro — horas depois da captura de Maduro — a sentença que remeteu o controle do país à então vice-presidente Delcy Rodríguez, ela falou de "ausência forçada", um termo que não existe na lei.

"O Tribunal Supremo de Justiça não legitima o sequestro e, portanto, não declaramos a ausência temporária [...] Aqui não há uma ausência temporária, aqui não há nenhum prazo correndo", disse à AFP o deputado Nicolás Maduro Guerra ao término de uma sessão parlamentar.

"Não há planos de eleições", frisou.

Maduro foi capturado por tropas americanas durante uma operação que incluiu bombardeios a Caracas e outras regiões do país. Sua esposa, Cilia Flores, também foi levada. Os dois enfrentam um julgamento em Nova York por tráfico de drogas.

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela classificou de "sequestro" a captura do presidente, alinhado com o discurso chavista.

Maduro Guerra afirmou que seu pai está "de bom humor" na prisão. "Está curado" de uma pancada no joelho que recebeu durante a extração americana, destacou.

"Tudo o que os Estados Unidos fizeram sobre a Venezuela é ilegal, é inválido desde a origem", segundo o parlamentar.

"Nossa luta é política e moral", disse

Sob pressão do presidente Donald Trump, a gestão de Delcy Rodríguez firmou acordos energéticos com Washington e começou a libertar pessoas presas por razões políticas.

Os Estados Unidos disseram que estão no comando da Venezuela pós-Maduro e controlam as vendas de petróleo do país.

P.Caruso--GdR