

Julia Roberts estreia no tapete vermelho do Festival de Veneza
Julia Roberts pisará nesta sexta-feira (29) pela primeira vez no tapete vermelho do Festival Internacional de Cinema de Veneza, onde apresentará "After the Hunt", do italiano Luca Guadagnino que não concorre ao Leão de Ouro.
Entre os concorrentes, serão exibidos nesta sexta-feira "No Other Choice", do sul-coreano Park Chan-wook, e "À pied d'oeuvre", da francesa Valérie Donzelli.
A "namoradinha da América" chegou na quarta-feira à cidade do norte da Itália, vestindo um cardigã preto e branco estampado com o rosto de Guadagnino, conhecido, entre outros filmes, por "Me Chame pelo Seu Nome".
"After the Hunt" é um thriller psicológico em que Julia Roberts interpreta uma professora de Filosofia confrontada com um suposto caso de agressão sexual na Universidade de Yale, onde trabalha.
Na quinta-feira, a chuva não impediu que dezenas de fãs se aglomerassem ao lado do tapete vermelho, aos gritos de "Emma!" e "George!", pedindo a seus ídolos Emma Stone e George Clooney uma foto ou um autógrafo.
Stone compareceu para a apresentação do novo filme do grego Yorgos Lanthimos, "Bugonia", e Clooney para a exibição de "Jay Kelly", dirigido por Noah Baumbach.
Nesta 82ª edição da Mostra, 21 filmes competem pelo Leão de Ouro, que será concedido no dia 6 de setembro por um júri presidido por Alexander Payne.
Park Chan-wook retorna ao Lido pela primeira vez em 20 anos, depois de ter sido premiado há três anos em Cannes como Melhor Diretor por "Decisão de Partir". Em "No Other Choice", ele narra a história de um homem cujo mundo desmorona ao perder seu emprego, apesar de 25 anos de experiência.
Valérie Donzelli ("Só Nós Dois") apresenta "À Pied d'Oeuvre", sobre um homem que decide mudar sua vida e dedicar-se à escrita, apesar de sua situação se tornar muito mais precária.
Como afirmou em um comunicado, Donzelli buscou criar "um personagem honesto, amável e decidido" para um filme que "questiona o valor que damos a uma vida guiada por uma paixão silenciosa, pouco espetacular, porém imparável: a necessidade de criar, aconteça o que acontecer".
Este ano, não há nenhum filme ibero-americano na competição oficial; a maioria das obras apresentadas da Espanha e da América Latina estão nas seções paralelas Horizon e Spotlight, que destacam novas tendências.
Dos 12 filmes com produção latino-americana programados, entre longas e curtas, metade foram dirigidos por mulheres. Entre eles está o documentário fora de competição, "Nuestra tierra", da argentina Lucrecia Martel.
L.Bernasconi--GdR